O amadurecimento para uma nova possibilidade traz
ansiedade e medo, elementos fundamentais para a concretização do possível. O
pânico é o resultado da negação da possibilidade. A mudança anuncia o abandono do conhecido para
a exploração do novo, do desconhecido, do misterioso. É o anúncio de uma nova maneira
de ser, no sentido em que efetivamente anuncia um risco real que é de eu
abandonar a familiaridade em relação a quem eu já sou. É aí que o medo – ou pânico
– tem seu papel.
O medo do desconhecido é medo da transformação, o medo de
assumir que o mundo é muito mais do que aquilo que preferimos reduzi-lo. O enigma da existência é infinito e, para desfrutarmos disso, basta nos abrirmos a ele.
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